As cidades devem pensarem árvores como a uma infraestrutura de saúde pública.

- maio 01, 2019


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Além de deixarem a cidade mais fresca, bonita e limpa, as árvores podem ajudar a salvar vidas. Por isso elas deveriam fazer parte das políticas de saúde pública dos governantes. Essa é a conclusão do relatório Funding Trees For Health, elaborado pela Organização Americana Nature Conservancy.

O documento aponta que essa é uma questão negligenciada, de modo geral. Um dos exemplos utilizados é dos Estados Unidos. Os norte-americanos investem menos de um terço do orçamento dos vários municípios para plantar e manter árvores. Por causa disso, eles perdem cerca de 4 milhões de árvores por ano.

As árvores funcionam como um pulmão natural do mundo, e ajudam no resfriamento ambiental. A poluição, causada por gases poluentes, mata de 3 a 4 milhões de pessoas (com doenças como asma e doenças cardíacas). O excesso de calor, cada vez mais frequente, também faz vítimas em todo planeta. Esses dois problemas poderiam ser minimizados com o maior plantio de árvores. Elas são uma solução econômica e bastante eficiente.

Estima-se que apenas 8 dólares por pessoa, por ano, já seriam suficientes para evitar a perda de árvores.

beneficios arvores

As discrepâncias entre regiões também é um fator a ser considerado. Lugares mais arborizados tendem a apresentar renda média melhor do que aqueles que não têm. E isso só agrava ainda mais a desigualdade, pois as árvores funcionam como um preventivo importante na saúde das pessoas. Nos EUA, a expectativa de vida entre bairros vizinhos pode variar em até uma década.

Entre as soluções apontadas para investimento maior no plantio de árvores estão:

incentivar os cidadão a plantar árvores implementando políticas de estímulo à prática,
educar a população sobre os benefícios da plantação de árvores para saúde pública e os impactos econômicos da questão,

vincular financiamento de árvores e parques à metas de saúde e facilitar a colaboração de agências de saúde pública e ambientais.

Fonte: greenme / Cíntia Ferreira
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