Modelo descobre, aos 27 anos, que é filha biológica do homem que chamou de padrasto desde criança

- 3:54 PM

 

    Diana foi criada pelo padrasto e só adulta descobriram que eram pai e filha. — Foto: Arquivo pessoal





Aos 27 anos, a modelo Diana Geniath descobriu ser filha biológica do homem que chamava de padrasto desde a infância. Sua família materna é natural do Tocantins, mas há quase dois meses Diana decidiu recomeçar a vida em João Pessoa, na Paraíba.


Tudo começou no casamento conturbado da mãe de Diana. Ela ficou casada durante seis anos com o homem que a modelo passou a chamar de ‘pai afetivo’, depois que descobriu não ter ligação sanguínea com ele. O casamento passava por crises e idas e vindas, essas que Diana justifica, hoje, como uma relação abusiva fruto de uma época onde os direitos das mulheres eram ainda mais reprimidos.



A mãe de Diana vivia numa área rural, e em um dos términos com o marido se envolveu com um motorista que conheceu nas proximidades de casa. Foi um caso passageiro e, logo depois, voltou com o marido. Após mais brigas, o casal chegou a um fim definitivo. Mas a mãe de Diana estava grávida, com a certeza de que a filha era do homem com quem fora casada por vários anos.



Separada, ela reencontrou o motorista e eles começaram um relacionamento. Ele, então, aceitou cuidar da filha que acreditava ser do ex-marido da atual esposa, e assim foi por 27 anos.


Diana descobriu a verdade sobre sua origem após um sonho. O sonho foi, na verdade, um aviso.


“Uma mulher me contava que eu não era filha do meu pai, e sim de uma experiência alienígena”, conta ela achando graça.






Eles sempre perceberam semelhanças, mas não desconfiavam. À esquerda o pai e à direita Diana — Foto: Arquivo pessoal



Descrente e com olhar cômico a modelo contou a história à mãe e ao, então, padrasto. Enquanto a mãe ria, o padrasto indagou: “e se o alienígena for eu?”. A dúvida, então, passou a rondar Diana dia e noite, e ela resolveu fazer um teste de DNA. Foi então que descobriu que era 99,9% compatível geneticamente com o homem que tinha como marido de sua mãe.


“Meu mundo caiu, tudo passou a fazer sentido, nossas semelhanças que a gente ignorava”, relata Diana.


Mas nem tudo foi tranquilo na descoberta. Diana contou que até os 4 anos de idade era muito próxima do padrasto, até que sua irmã nasceu. Irmã essa que seria a primeira biológica dele. A partir dali tudo mudou. A modelo diz que tiveram infância e adolescência totalmente diferentes, escolas distintas, viagens que ela não teve, histórias que ela não viveu.


Isso porque a irmã era considerada filha legítima pela família do homem que a considerava enteada. Ela se sentia preterida, e não tinha uma relação tão próxima com o ex-marido da mãe, que acreditava ser seu verdadeiro pai.


Após a descoberta, ela passou por momentos difíceis até a aceitação, precisou de terapia.


"Senti muita raiva, nem pela questão material apenas, mas por não ter me sentido pertencida a vida inteira. Senti muita tristeza”, desabafou Diana.



A mãe lhe pedia perdão pela confusão, mas a modelo sempre a entendeu. Acredita que a falta de educação sexual da época fez a mãe não achar que poderia ter engravidado de alguém que não fosse o marido.


Tudo aconteceu em agosto deste ano. Depois do processo de aceitação Diana se reuniu com a mãe e o, agora, pai biológico. Também viajou até Brasília para conhecer a família do novo pai, com quem tinha tido pouquíssimo contato.


    Diana com a mãe e o pai biológico no primeiro encontro após a descoberta — Foto: Arquivo pessoal


“Estava emocionada por conhecer minha avó, fui muito bem recebida e me senti amada. Sinto que foi uma página importante, agora conheço de onde vim, me sinto pertencente”, afirma.


Mesmo morando em estados diferentes Diana diz que a relação com todos é ótima, que se sente mais leve com a descoberta e agradece ao aviso em sonho.



Via:G1

Advertisement